É certo: a maioria escorrega muito mais pela encosta da vulgaridade do que pela do mal. Muitos iniciaram a sua juventude cheios de sonhos, projectos, planos, metas que pretendiam conquistar. Mas depressa chegaram os primeiros fracassos, ou descobriram que a senda da vida plena é íngreme, que a maioria estava tranquila na sua mediocridade e decidiram balir com os cordeiros.

Porque o grande mal da mediocridade é que se trata de uma enfermidade sem dores, sem sintomas muito visíveis. Os medíocres são ou parecem, se não felizes, pelo menos, tranquilos.

(José Luis Martin Descalzo)