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Nunca sabemos até que ponto acreditamos realmente em alguma coisa, até que a sua veracidade ou falsidade se tornem para nós uma questão de vida ou de morte. É fácil dizer que acreditamos na solidez e vigor de uma corda enquanto a estamos a usar simplesmente para atar um embrulho. Mas imaginemos que tínhamos de nos suspender sobre um precipício agarrados a essa mesma corda. Não iríamos então verificar primeiro até que ponto se podia realmente confiar nela? O mesmo se passa com as pessoas. Durante anos eu poderia ter afirmado a mais total confiança em B. R. Depois veio o momento em que tive de decidir se iria ou não confiar-lhe um importante segredo. Isso mostrou-me a uma luz bem diferente aquilo a que eu chamara a minha confiança nele. Descobri que tal coisa não existia. Só um risco real pode pôr à prova a realidade de uma convicção. Aparentemente, a fé – julguei-a fé – que me permite rezar pelos outros mortos parecia forte apenas porque nunca me preocupou realmente, nunca com desespero, se eles existiam ou não. E, no entanto, pensava que sim.
(C. S. Lewis, in A dor)