Quem procura governar os homens não o deve fazer desejando um bem para si mesmo. Seria talvez capaz de se tornar fascinante, mas faltar-lhe-ia autenticidade. Não passaria de uma mentira muito bem enfeitada. Seria como o tambor: capaz de muito ruído, talvez harmonioso, mas oco. A ausência de solidez – de verdade – não lhe permitiria chegar ao fundo nem permanecer no tempo.
Um homem deve procurar governar os outros homens quando o coração lhe pede que se entregue; quando estala com dores que não são suas; quando descobriu a beleza que existe em fazer da vida um serviço.
(Paulo Geraldo)