E o fim de tudo é o facto de eu ter que perdoar-te. Tenho que fazê-lo. Não escrevo esta carta para pôr amargura no teu coração, mas para a tirar do meu. Por mim próprio, tenho que perdoar-te. Não podemos manter constantemente uma víbora no peito, para nos alimentar, nem levantar-nos de noite para semear espinhos no jardim da alma. Não me será difícil fazê-lo, se me ajudares um pouco.

(Oscar Wilde, in De Profundis)