O homem que reconhece lealmente que se enganou

O homem que reconhece lealmente que se enganou, ou mais simplesmente que não sabe tudo, prestigia-se de modo singular. E por acréscimo, conquista, conquistando-se assim a si próprio, uma magnífica independência. Só nisso está a verdadeira liberdade: Ser escravo dum homem é duro, mas ser escravo de si próprio é pior ainda.
(De La Porte du Theil)

Considerando que a cauda é uma pata

Considerando que a cauda é uma pata, quantas patas tem um cão?
Tem quatro, dado que o facto de considerarmos que a cauda é uma pata não transforma a cauda em pata.
(Abraham Lincoln)

Quem compreendeu o que é a verdade amou-a

Quem compreendeu o que é a verdade amou-a. Procurou e escavou. Desejou-a para si e para os outros, porque não há outra luz. Depois sofreu por ela, porque em toda a volta a mentira é poderosa. E continuou, sem se calar, com esse amor e a sua dor.
(Paulo Geraldo)

Se estiveres na estrada errada

Todos nós desejamos o progresso, mas se estiveres na estrada errada, progresso significa fazer o retorno e voltar para a estrada certa; nesse caso, o homem que volta atrás primeiro é o mais progressista.
(C. S. Lewis)

Aqueles que amam uma coisa distinta da verdade

Aqueles que amam uma coisa distinta da verdade quereriam que isso que amam fosse a verdade. No entanto, como não querem enganar-se, mas ao mesmo tempo também não querem reconhecer que estão enganados, odeiam a verdade por causa daquilo que amam em vez da verdade.
(Santo Agostinho, Confissões, 10, 23)

Aceitar o facto de que me tornei um mentiroso e um traidor

Costumamos justificar-nos, enganar-nos a nós próprios e racionalizar qualquer coisa, contanto que encontremos uma saída airosa para a nossa forma de agir. Estamos cada vez mais longe da realidade e, no entanto, as acções e suas consequências estão patentes: posso mencionar, trair e enganar por mil motivos, mas aceitar o facto de que me tornei um mentiroso e um traidor não me agrada absolutamente nada.
Tento encontrar mil justificações que me desculpem, ponho a culpa dos meus actos no que me rodeia ou nas outras pessoas, para, deste modo, fingir que agi correctamente e que sou boa pessoa.

(Nuria Chinchilla & Maruja Moragas, in “Senhores do nosso destino”)

Em prol da moderação e do diálogo

Sempre que alguém afirma que dois e dois são quatro e um ignorante lhe responde que dois e dois são seis, surge um terceiro que, em prol da moderação e do diálogo, acaba por concluir que dois e dois são cinco…
(José Prat)

Quem não vive como pensa

O processo é sempre o mesmo e resume-se nisto: quem não consegue viver de acordo com a sua forma de pensar corre o risco de que o seu pensamento dê uma volta e se adapte à sua nova forma de viver…
(Paulo Geraldo)