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Paz e serenidade: frases e pensamentos em Pensamentos na Aldeia

Por mim próprio, tenho que perdoar-te

E o fim de tudo é o facto de eu ter que perdoar-te. Tenho que fazê-lo. Não escrevo esta carta para pôr amargura no teu coração, mas para a tirar do meu. Por mim próprio, tenho que perdoar-te. Não podemos manter constantemente uma víbora no peito, para nos alimentar, nem levantar-nos de noite para semear espinhos no jardim da alma. Não me será difícil fazê-lo, se me ajudares um pouco.

(Oscar Wilde, in De Profundis)

Só posso fazer uma coisa de cada vez

Só posso fazer uma coisa de cada vez, mas posso evitar fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
(Ashleigh Brilliant)

Aceitar as coisas que não podemos modificar

Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para distinguirmos umas das outras.
(Autor desconhecido)

Não queres a inquietação dos grandes problemas

Velho burocrata, meu camarada aqui presente, nunca houve quem te ajudasse a evadir-te, e a culpa não é tua. Edificaste a tua paz, à força de tapares com cimento, como as térmitas, todas as saídas para a luz. Rebolaste-te na tua segurança burguesa, nas tuas rotinas, nos ritos asfixiantes da tua vida provinciana; ergueste essa humilde muralha contra os ventos, contra as marés, contra as estrelas. Não queres a inquietação dos grandes problemas, e muito te esforçaste por esquecer a tua condição de homem. Não és o habitante de um planeta errante, não te pões questões sem resposta: tu és um pequeno burguês de Toulouse. Ninguém te sacudiu pelos ombros quando era tempo ainda. Agora, a argila de que és formado secou, e endureceu, e ninguém seria capaz, de futuro, de acordar em ti o músico adormecido, ou o poeta, ou o astrónomo, que talvez te habitasse de início.
(Saint-Exupéry, Terra dos Homens)