É realmente monstruoso que o trabalho infantil seja explorado. Ficamos chocados com isso, e fazemos muito bem, pois qualquer género de exploração é odiosa. Mas o trabalho durante a juventude é coisa útil e necessária. É a trabalhar que se aprende a trabalhar. É na juventude que se devem adquirir as capacidades – de esforço, de persistência, de concentração… – que o trabalho exige. O trabalho, com a medida adequada às características e à idade de cada um, edifica o homem. Molda-lhe as virtudes, o carácter e os músculos.
(Paulo Geraldo)
É muito natural que um filho aprenda a trabalhar ajudando o pai, com este a seu lado. Há muitas profissões e ofícios – digníssimos e necessários – que não se aprendem nos livros. A vida está cheia de tarefas que apenas se aprendem quando se trabalha nelas.
(Paulo Geraldo)
Este país está a encher-se de jovens que beberam a escolaridade obrigatória até à última gota e que agora não sabem fazer… nada. Vemo-los hoje frequentar todo o género de casas nocturnas com o dinheiro dos pais. Amanhã, como não aprenderam a trabalhar, terão de tentar sobreviver à custa de adaptações ou de truques, talvez não muito de acordo com a lei ou com os bons costumes.
(Paulo Geraldo)
Quando eu era miúdo, os nossos pais ensinavam-nos, antes de mais, a actuar bem, a escolher correctamente. Ficavam contentes quando tornávamos coisa nossa os seus conselhos, escolhendo livremente actuar dessa forma – e não apenas por medo a um castigo. Agora, parece que muitos pais, e muitos educadores, desistiram de actuar a esse nível. Preocupam-se mais com afastar das crianças os obstáculos exteriores: muitos cuidados com a saúde; estudar, para terem um futuro desafogado; imensas medidas de segurança…
E a felicidade?
(Paulo Geraldo)
Os pais de agora pretendem ser amados pelos filhos. Este erro leva-os a toda a espécie de fraquezas e de facilidades.
(Jean Dutourd)
É mais fácil construir um menino do que consertar um homem.
(Charles Chick Govin)