São os seus braços que sustentam este mundo doente

Aquele que escutou os gritos silenciosos das crianças assassinadas antes de verem a luz – e as dores das mães enganadas que sofrem sem remédio – leva consigo o maior peso do mundo. Aparentemente pode pouco contra aqueles que se instalaram nos lugares onde se fazem as leis e se manobram televisões e jornais. Mas é um gigante todo aceso. Queima. E são os seus braços que sustentam este mundo doente.
(Paulo Geraldo)

E ligando-nos aos outros localizamo-nos

É através do compromisso – uma opção sem retorno que em alguns casos existe sem que tenha ficado escrita num documento – que nos ligamos ao amigo, ao esposo ou à esposa, a uma tarefa em conjunto com outras pessoas… E ligando-nos aos outros localizamo-nos. Se tens filhos, tens uma tarefa e, com ela, um lugar no mundo. E todos os teus passos estão cheios de sentido. Fugindo de te amarrares, poderá chegar o momento em que perguntes a ti mesmo o que estás aqui a fazer.
(Paulo Geraldo)

Um ponto de passagem

A paixão é uma coisa maravilhosa, que leva uma mulher e um homem a unirem as suas vidas no objectivo comum de fundarem uma família e educarem os filhos. É, porém, necessário que a paixão, para ter sentido, se torne fecunda. Ela não deve nunca ser considerada um fim em si mesma, porque, pela sua própria natureza, não pode ser senão um ponto de passagem.
(Paulo Geraldo)

Viver sempre

A culpa é o oposto da inocência, a culpa destrói a inocência. E, depois disso acontecer, será necessário recuperá-la, se aspirarmos – e aspiramos – a viver sempre. Talvez a grande tarefa da nossa vida seja tornarmo-nos de novo meninos: virmos a ser, por um esforço de vontade, aquilo que eles são pela idade.
(Paulo Geraldo)

A criança que vive com a verdade

A criança que vive com a verdade aprende a ser justa.
(Ronal Russel)

Que é que fica para os nossos filhos?

O que é que deixaremos aos nossos filhos? Que é que fica para os nossos filhos, dos pais que tiveram? O mais importante, sem dúvida, é as horas que lhes dedicámos, o tempo que partilhámos as nossas vidas com eles, contando-lhes coisas de família, ensinando-lhes velhas tradições, divertindo-nos e descansando com eles, ouvindo a s suas preocupações e ajudando-os a resolver os seus conflitos pequenos e grandes.
(Aquilino Polaino-Lorente)

Sem deixarmos de sorrir

Gostamos deles. E, por isso, aconselhamos, ralhamos, castigamos quando isso se torna conveniente. E por isso procuramos evitar que se metam em situações que sabemos serem prejudiciais.
Quando é possível, fazemos tudo isto sem deixarmos de sorrir… E assim nem eles se importam muito com o conselho, com a censura, com o castigo.
(Paulo Geraldo)

Muitos pais dão tudo a seus filhos

Muitos pais dão tudo a seus filhos, menos a si mesmos.
(Autor desconhecido)