A felicidade é só para a consciência

Há prazeres para os sentidos; há alegrias para o coração; a felicidade é só para a consciência.
(Félix Bouvert)

Aceitar o facto de que me tornei um mentiroso e um traidor

Costumamos justificar-nos, enganar-nos a nós próprios e racionalizar qualquer coisa, contanto que encontremos uma saída airosa para a nossa forma de agir. Estamos cada vez mais longe da realidade e, no entanto, as acções e suas consequências estão patentes: posso mencionar, trair e enganar por mil motivos, mas aceitar o facto de que me tornei um mentiroso e um traidor não me agrada absolutamente nada.
Tento encontrar mil justificações que me desculpem, ponho a culpa dos meus actos no que me rodeia ou nas outras pessoas, para, deste modo, fingir que agi correctamente e que sou boa pessoa.

(Nuria Chinchilla & Maruja Moragas, in “Senhores do nosso destino”)

Quanto maior é o conhecimento da lei

Quanto maior é o conhecimento da lei, menor é a desculpa do pecado.
(Santo Agostinho)

Seguir ou não o juízo da consciência

A consciência actua como um dar-se conta do que devemos fazer. Não é a decisão de como devemos agir: a decisão vem depois e consiste em seguir ou não o juízo da consciência. A consciência não é a decisão da vontade, mas o perceber com a inteligência. E não julga o que é que mais gostamos, mas o que devemos fazer. Por isso se chama a voz da consciência, como querendo indicar que é algo que ouvimos, que nos é comunicado, que não somos nós que inventamos, mas que deriva da própria situação.
(Juan Luis Lorda)

Um poema, que devíamos ter dito e não dissemos

Ficamos a saber que pouco se aproveita de tudo o que fizemos, de tudo o que nos deram, de tudo o que conseguimos. E há um poema, que devíamos ter dito e não dissemos, a morder a recordação dos nossos gestos. As mãos, vazias, tristemente caídas ao longo do corpo. Mãos talvez sujas. Sujas talvez de dores alheias. E o fundo de nós vomita para diante do nosso olhar aquelas coisas que fizemos e tínhamos tentado esquecer. São, algumas delas, figuras monstruosas, muito negras, que se agitam numa dança animalesca. Não as queremos, mas estão cá dentro. São obra nossa.
(Paulo Geraldo)

A segurança de termos adquirido uma boa formação

Antes de mais, empenhemo-nos em afinar a consciência, aprofundando o que for preciso, até ficarmos com a segurança de termos adquirido uma boa formação.
(Josemaria Escrivá)

Não se deve obrigar ninguém a agir contra a consciência

Não se deve obrigar ninguém a agir de modo contrário à sua consciência. Mas isso não quer dizer que todas as decisões tomadas em consciência sejam correctas, ou que todas as opiniões tenham o mesmo valor. Mesmo com muito boa vontade, todos podemos errar, por falta de conhecimentos, ou por não querermos equacionar bem as coisas. De fora, podem ver com mais objectividade e explicar-nos onde erramos. O que não podem é obrigar-nos a vê-lo. Deve respeitar-se a liberdade das consciências, isto é respeitar o processo pelo qual cada um chega a ver o que deve fazer.
(Juan Luis Lorda)

A ignorância deixa a consciência às escuras

A ignorância deixa a consciência às escuras: não pode decidir bem porque lhe faltam as bases; porque está deformada ou porque foi pouca formada, fica condicionada por qualquer influência ou ideia. Também as várias manifestações da fraqueza pressionam ou abafam a voz da consciência, quer por acção das paixões desordenadas, quer por causa da preguiça.
(Juan Luis Lorda)