Um ponto de passagem

A paixão é uma coisa maravilhosa, que leva uma mulher e um homem a unirem as suas vidas no objectivo comum de fundarem uma família e educarem os filhos. É, porém, necessário que a paixão, para ter sentido, se torne fecunda. Ela não deve nunca ser considerada um fim em si mesma, porque, pela sua própria natureza, não pode ser senão um ponto de passagem.
(Paulo Geraldo)

Não sabe deixar-se amar

Diz-se que o egoísmo não sabe amar, mas também não sabe deixar-se amar.
(Astolphe de Custine)

Quanto mais crescer o meu amor

Quanto mais crescer o meu amor, mais desejarei que o outro seja o melhor e o mais perfeito possível, em suma, que se realize o máximo; e assim estarei preparado para o ajudar a alcançá-lo. Vejo com uma clareza cada vez maior como a minha auto-realização pessoal consiste em ajudar o outro a realizar-se.
(Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)

É bom que compreendas o enamoramento

Do mesmo modo, é bom que compreendas o enamoramento. É uma forma de a natureza aproximar as pessoas, mas não as une. Com ele, o enamorado sente gosto em se sacrificar para tornar feliz a sua bem-amada, e a ela sucede-lhe o mesmo. E enquanto, quase sem o notarem, sofrem para tornar o outro feliz, vão construindo o amor. Depois disso, mais cedo ou mais tarde, a paixão vai-se embora, com a missão cumprida.
(Paulo Geraldo)

Quando já não há esperança

Amar significa amar o que é difícil de ser amado, de contrário não seria virtude alguma; perdoar significa perdoar o imperdoável, de contrário não seria virtude alguma; fé significa crer no inacreditável, de contrário não seria virtude alguma. E esperar significa esperar quando já não há esperança, de contrário não seria virtude alguma.
(Gilbert Keith Chesterton)

Onde não há amor

Onde não há amor, põe amor e tirarás amor.
(S. João da Cruz)

Não ser amado

Não ser amado é uma simples desventura. A verdadeira desgraça é não saber amar.
(Autor desconhecido)

A mais espantosa das perdas

Enganar-se a respeito da natureza do amor é a mais espantosa das perdas. É uma perda eterna, para a qual não existe compensação nem no tempo nem na eternidade: a privação mais horrorosa, que não é possível recuperar nem nesta vida… nem na futura!
(Soren Kierkegaard)