É que não chega fazer o bem. Não é suficientemente bom fazer algumas vezes o bem.
O bem que um homem faz, para ser um verdadeiro bem, precisa de ser completado pelo mal que esse homem não faz.
Basta uma nódoa, ou um rasgão, num belo tecido para o inutilizar. Ainda que a parte não afectada continue a mostrar a sua beleza, o tecido já não serve: perdeu a sua integridade. A beleza que sobra já não é a mesma beleza de antes. Não se trata apenas de um defeito: notamos bem que é qualquer coisa de mais profundo que afecta o nosso ser inteiro.
(Paulo Geraldo)