Esquecemo-nos de que os nossos dons não são para nós, de que devem ser colocados ao serviço dos outros, adquirindo assim a sua verdadeira dimensão. Se alguém tiver o dom da música, deve fazer com ele belas sinfonias. Não para deixar o seu nome na história ou ganhar dinheiro, mas para transmitir um pouco de beleza a muitos que têm uma vida cinzenta. Se alguém possuir o talento de negociar, ou a capacidade de trabalhar muito e bem, pode vir a gerar muita riqueza. Mas essa riqueza, se não a utilizar naquilo que é útil a outros, se a usar para o pobre prazer do seu coração apodrecido, há-de apodrecer-lhe nas mãos.
Não chegamos a lado nenhum se não levarmos os outros connosco…
(Paulo Geraldo)