Mas hoje os casais não têm filhos, ou têm poucos filhos, ou não se empenham – pai e mãe – na educação dos filhos como grande objectivo da sua união.
E, então, já não há quase nada que os una. A paixão, ao inevitavelmente passar, deu lugar a… nada. A um aborrecimento vivido em comum. A um vazio no qual não têm ponta de sentido as qualidades femininas e as qualidades masculinas, por falta do objecto a que deviam aplicar-se.
Só têm então relevo os defeitos, ou as qualidades que, carecendo de objecto, se desvirtuaram e se tornaram maçadoras.
A natureza não errou. Nós é que saltámos para fora dos seus planos. Nada que, em grande parte dos casos, não tenha emenda.
(Paulo Geraldo)