O que sucede actualmente é que – para defender a “liberdade de expressão” daqueles que produzem certos programas televisivos e dos que fabricam determinado género de revistas e filmes e livros – permitimos que as nossas crianças e os nossos jovens se sujem nos vómitos orgíacos dessa gente: pseudo-intelectuais, pseudo-artistas, porque aquilo que produzem não é bom nem verdadeiro nem belo.
Ora, a liberdade de expressão não é nada que dê a alguém o direito de sujar os outros. Neste ponto, ou entendemos mal, ou estamos a deixar-nos ir na cantiga de quem utiliza o termo “liberdade de expressão” para defender a sua actividade, que não passa de um inaceitável negócio feito à custa do mal de outros.
(Paulo Geraldo)