Eu sou cristão, isto é, eu creio na divindade de Jesus Cristo, como Tycho Brahe, Copérnico, Descartes, Newton, Fermat, Leibniz, Pascal, Grimaldi, Euler, Guldin, Boscovich, Gerdil; como todos os grandes astrónomos, os grandes matemáticos do século passado. Sou um católico sincero, como foram Corneille, Racine, La Bruyère, Bossuet, Bourdalue e Fènelon – como um grande número de homens eminentes do nosso tempo, entre os quais astros de primeira grandeza das ciências exactas, da filosofia, da literatura, e que são as maiores glórias das as nossas academias. Compartilho a fé profunda de Ruffini, Hauy, Laenec, Ampère, Freycinet e tantos outros destacados eruditos que a professaram com palavras, actos e escritos. E se não cito os vivos para respeitar-lhes a modéstia, posso dizer todavia que achei toda a nobreza da fé cristã na alegria dos meus amigos, o criador da cristalografia, o descobridor da quinina, o inventor do estetoscópio, o navegador da corveta Urânia e os imortais pesquisadores da eletricidade, Freycinet e Ampère.
(Couchy, grande matemático francês do século XIX, que se ergueu contra a expulsão dos Jesuítas da França)