É evidente que casamento e amor não devem identificar-se ingenuamente. O casamento, que é uma união objectiva, é independente dos sentimentos amorosos, garantia de segurança e continuidade. Essa união é como uma cerca no interior da qual se torna possível o crescimento do amor. Baseia-se numa decisão definitiva. A frase “amo-te” é uma característica desta decisão. Por isso, qualquer palavra acrescentada como em “amo-te muito” ou “amo-te imensamente” não é considerada um reforço, mas sim um redutor.
(Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)