Enquanto durante o primeiro ano que passei na prisão, nada mais fiz, e lembro-me de não ter feito mais nada senão espremer as mãos num desespero impotente e dizer “Que fim! que horrível fim!”, agora procuro dizer a mim próprio, e às vezes, quando não estou a torturar-me, consigo realmente dizer-mo com sinceridade: “Que começo! que maravilhoso começo!”
(Oscar Wilde, in De Profundis)