Costumamos justificar-nos, enganar-nos a nós próprios e racionalizar qualquer coisa, contanto que encontremos uma saída airosa para a nossa forma de agir. Estamos cada vez mais longe da realidade e, no entanto, as acções e suas consequências estão patentes: posso mencionar, trair e enganar por mil motivos, mas aceitar o facto de que me tornei um mentiroso e um traidor não me agrada absolutamente nada.
Tento encontrar mil justificações que me desculpem, ponho a culpa dos meus actos no que me rodeia ou nas outras pessoas, para, deste modo, fingir que agi correctamente e que sou boa pessoa.
(Nuria Chinchilla & Maruja Moragas, in “Senhores do nosso destino”)