Frases e pensamentos sobre Casamento 03

Por ser um amor total, o amor entre homem e mulher não pode ser senão de um com uma e para sempre. Porque supõe também a adaptação das duas personalidades, das maneiras de ser e gostos de cada um, que procuram evitar o que prejudique ou desgoste o outro, reconhecendo agradecidos que o outro está a fazer o mesmo para que a vida seja agradável e o amor vá aumentando sem encontrar obstáculos. Desta maneira, as personalidades dos dois cônjuges vão-se influenciando e penetrando mutuamente. A vida de um constitui uma parte real da vida do outro. Romper essa união significaria mutilar a vida interior de cada um dos cônjuges e suporia o fracasso rotundo na aventura pessoal mais profunda que pode empreender um ser humano.
(M. Santamaría Garai)
Se percebemos o que é o enlace matrimonial damo-nos conta de que é uma nova realidade: as vontades de ambos os cônjuges comprometeram-se irrevogavelmente. E se uma pessoa se entregou desta maneira, sucede como com o que se atira sem pára-quedas: ou se atirou ou não se atirou, mas, se se atirou, já não pode voltar atrás. Isto ajuda-nos a distinguir entre o acto do matrimónio, que é uma realidade que surge pelo consentimento das vontades, e os papéis, as cerimónias e as festas.
(M. Santamaría Garai)
Quanto mais unidade tem uma coisa mais perfeita é na sua bondade e poder.
(S. Tomás de Aquino)
Uma pessoa necessita de toda uma vida para amadurecer. Requer a ajuda dos outros e, se está casada, especialmente a do seu cônjuge. O homem necessita do apoio da sua mulher, e a mulher do do seu marido, para desenvolver todas as suas capacidades.
(Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
A fidelidade, naturalmente, tem que ver com a sexualidade, mas não se limita a ela. Implica a aceitação de ambos em todas as dimensões da sua personalidade. Normalmente, a fidelidade está presente na vida matrimonial quotidiana de uma maneira calada e pouco visível, consistindo numa constância tanto nos bons tempos como nos difíceis. É preciso a ajuda do outro, sobretudo face à monotonia diária que pode consistir nas obrigações familiares e profissionais. Mas também se requer quando se fracassa, se duvida de si mesmo ou por acaso se falhou. "Sê solidário com os teus amigos, sobretudo quando são culpados", diz um provérbio francês. Quando alguém está prestes a cair no mais fundo da miséria, não é precisamente o parceiro aquele que, em primeiro lugar, deve lutar para ir com ele?
(Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
O amor conjugal é, sem dúvida, um amor exclusivista, mas que abarca ao mesmo tempo toda a humanidade. É exclusivista na medida em que cada um se pode unir com toda a intensidade somente a uma pessoa. Mas quando amo verdadeiramente uma só pessoa, o coração torna-se grande e proporciona a faculdade de me dedicar a muitas mais.
(Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)
Pode dar-se o caso de ter havido cerimónia, papéis, festa, inclusive celebração religiosa do matrimónio e que, na realidade, não tenha havido matrimónio, porque faltou a essência, que é a decisão dos cônjuges de entregar-se um ao outro para sempre, para terminar nos filhos. Por exemplo, no caso de um dos noivos querer simplesmente tirar proveito do casamento, mas não querer comprometer-se para sempre.
(M. Santamaría Garai)
Casar-se não tem nada a ver com uma celebração ou com uns papéis. Casar-se não é outra coisa que a entrega mútua de duas pessoas para sempre. Os papéis não são senão uma expressão externa dessa realidade interior que se consuma na intimidade da vontade e se exprime na intimidade do corpo.
(M. Santamaría Garai)
A entrega do corpo é a expressão dessa entrega total da pessoa. Porque o meu corpo sou eu, não é uma coisa externa, um agasalho ou uma máquina que eu uso, mas sou eu próprio. Precisamente por isso, o amor conjugal autêntico inclui, por si, o "até que a morte nos separe". O matrimónio é entregar-se para sempre; entregar o corpo sem se entregar para sempre seria prostituição, a utilização da própria intimidade como objecto de troca: dar o corpo em troca de algo (ainda que esse algo seja o enamoramento), sem ter entregado a vida.
(M. Santamaría Garai)
É através do compromisso - uma opção sem retorno que em alguns casos existe sem que tenha ficado escrita num documento - que nos ligamos ao amigo, ao esposo ou à esposa, a uma tarefa em conjunto com outras pessoas... E ligando-nos aos outros localizamo-nos. Se tens filhos, tens uma tarefa e, com ela, um lugar no mundo. E todos os teus passos estão cheios de sentido. Fugindo de te amarrares, poderá chegar o momento em que perguntes a ti mesmo o que estás aqui a fazer.
(Paulo Geraldo)
Se a sexualidade está orientada para a transmissão da vida, e como a vida é algo sagrado, a sexualidade também o é. E o casamento, que é o âmbito em que se exerce essa função, também o é.
(Juan Luis Lorda)
Manter uma atitude de confiança com as outras pessoas implica correr o risco de sermos defraudados. Mas riscos todos corremos, também os que não confiam...
Arrisca-se na educação e arrisca-se no casamento. Há pais que deram tudo pelos seus filhos e estes acabaram por ser uma calamidade. Mas, se não tivessem dado tudo, se os tivessem abandonado ou maltratado, então a calamidade não teria sido um risco, mas uma certeza.
O mesmo contece com o casamento: é uma aposta cuja possibilidade de êxito cresce na medida em que se arrisca tudo.
(Joaquín García-Huidobro)
Nestas terras, quando há um casamento diz-se que aquele homem e aquela mulher vão "dar o nó". Não perdem a liberdade: exercem-na da forma mais excelente, prendendo-se um ao outro definitivamente de livre vontade.
Não devemos ter pena do que "perdemos" quando escolhemos, pois isso faz parte da natureza da liberdade. Cada vez que escolhemos algo, sacrificamos as outras possibilidades. No fundo, sermos livres quer dizer que temos alguma autonomia para escolhermos de que forma vamos renunciar a passar a vida fazendo tudo aquilo que nos apeteça.
(Paulo Geraldo)
A paixão é uma coisa maravilhosa, que leva uma mulher e um homem a unirem as suas vidas no objectivo comum de fundarem uma família e educarem os filhos. É, porém, necessário que a paixão, para ter sentido, se torne fecunda. Ela não deve nunca ser considerada um fim em si mesma, porque, pela sua própria natureza, não pode ser senão um ponto de passagem.
(Paulo Geraldo)
Antes do matrimónio, pode existir a realidade do apaixonamento e a intenção de entregar-se. Contudo, não existe a realidade do amor e da entrega livremente assumidos para sempre. Por isso, "fazer amor" é verdade e portanto bom, mas só depois do casamento, que não se fundamenta na celebração externa mas sim no acto da vontade dos que se entregaram para sempre.
(M. Santamaría Garai)
Outra coisa são as condições legítimas para que esse contrato de mútua entrega seja válido. Por exemplo, no caso do sacramento católico, exige-se que a afirmação da mútua entrega se faça perante duas testemunhas e na presença de uma testemunha qualificada que é o bispo ou o pároco (ou quem o substitua legitimamente). Mas repito que o essencial radica na vontade de se comprometer irrevogavelmente. Por isso, no caso do sacramento católico, se, no prazo de um mês não for possível, sem grave incómodo, encontrar pessoa que possa exercer esse papel de testemunha qualificada, basta a presença das outras duas testemunhas. E se o casal está romanticamente perdido numa ilha deserta, bastará a realidade do seu compromisso mútuo. Estão realmente casados, embora ninguém mais saiba. Mas uma vez dado o sim, dado está, para sempre, ainda que ninguém saiba senão Deus.
(M. Santamaría Garai)
A coisa mais importante que um pai pode fazer pelos seus filhos é amar a mãe deles.
(Autor desconhecido)
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