No caso ideal, também não se dirá “amo-te pela tua beleza, pela tua inteligência, pela tua força, pela tua suavidade”, pois assim querer-se-ia só alguma coisa do outro (alguma coisa que indubitavelmente é digna de ser amada) mas ainda não se amaria a outra pessoa por si mesma, tal como é. No caso ideal, dever-se-ia dizer “Amo-te por seres como és”. Então, sim, amar-se-ia o outro por ele próprio, através de todas as adversidades da vida, as doenças, a velhice e até da morte.
(Jutta Burggraf, in O desafio do amor humano)